Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

O sonho esquisito

           

          Naquela manhã hot, como o meu irmão Guilherme gostava de dizer, eu e a minha família, o Guilherme, o Gonçalo, o Gil, a Gadder, minha mãe, e o Gold, meu pai, fomos à praia. No momento em que eu já cheirava as algas da praia, desapareci por completo e ferrei a dormir.  

           Quando acordei estava na Antártida, quase a ser sugada... até cheguei a pensar que o raio do pinguim se estava a apaixonar por mim, eu que sou uma Camões riquíssima. De seguida fiquei muito assustada e esfreguei os olhos para ver se era verdade o que me estava a acontecer. Como continuava a ver gelo e neve por todo o lado disse ao pinguim para me beliscar. Estão mesmo a ver a minha figura: «pinguim seu animal preto e branco belisca-me por favor». Estúpido, completamente estúpido! Como não havia nada a fazer, fui a correr para uma caverna, porque estão a ver estar na Antártida de bikini e calção é muito frio. Quando encontrei uma caverna acolhedora e ideal para mim fiz uma fogueira com duas pedras, que são muito complicadas de encontrar ali naquele país.

            Depois deixei-me dormir. No dia seguinte eu, que me chamava Gina, fui procurar comida, o que foi muito difícil porque eu não me queria sujar toda.

            Se repararem no princípio do texto quando eu referi os nomes da minha família, todos eles começam por “G”, incluindo eu. Por isso os meus amigos chamavam à minha família a família “Go” por os nomes começarem todos por “G” e por estarem sempre em movimento.

            À hora de almoço, enquanto estava a comer as costas de pinguim, a única coisa de “jeito” que havia ali para comer, decidi ir procurar o portal de saída daquele sítio. Será que a saída daquele lugar era ir de avião, não podia ser de certeza porque ali não havia aeroporto. O que valeu naquele caso foi a minha maturidade que era de valor acrescido. A certa altura comecei a ver uma coisa branca a mexer-se. Era um urso polar com dentes feios e com cara de porco. De repente ele começou a correr em direcção a mim. Quando eu disse: «e foi este o meu fim» ele estava precisamente a passar por cima de mim e eu não senti nada. Quando dei por isso fiquei muitíssimo preocupada porque pensei que eu não estava viva e que era um holograma. Desatei a fugir para não acontecer uma desgraça. Mas continuei a procurar uma saída. Ao fim do dia, quando o lindo sol já se estava a acabar de pôr, fui-me embora para a caverna. Dormi muito inquieta naquela noite por causa do frio, de achar que era um holograma mas, sobretudo, por não encontrar a saída.

            No dia seguinte quando acordei estava muito quentinha. Olhei para mim e estava coberta por um lençol e um edredão. Não estava escuro como na caverna, mas sim uma luz excitante e uma pessoa à minha espera a dizer: «vá rápido para irmos à praia». Eu não conseguia ver aquela pessoa nítida mas sim desfocada.

            Quando me levantei vi o meu quarto e o meu irmão Gil. Será que agora as coisas que eu gosto foram para a Antártida? Será? Mas, havia uma explicação para aquilo tudo da Antártida, do gelo... Era um sonho, mas muito esquisito.

            Quando estávamos na praia, naquela manhã hot, como o meu irmão Guilherme gostava de dizer, e eu já estava a cheirar as algas, tive medo. Porque afinal de contas tinha sido naquele local que o meu sonho tinha começado e agora podia acontecer o mesmo ou pior.

             Nada aconteceu, eu e a minha família divertimo-nos nas ondas e quando chegámos a casa dormi tranquila e sem qualquer problema.

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Domingo, 12 de Novembro de 2006

Os cinco amigos

       Era uma vez um cãozinho que tinha quatro amigos, todos animais como ele. Esses amigos eram: uma girafa, uma lebre, um gato e um pónei. O grupo decidiu ir fazer um jogo, para o jardim frente ao prédio onde viviam e, esse jogo foi o das escondidas. Como vocês sabem para escolher quem ficará a contar precisa-se de fazer um “dolitá” e, naquele grupo, calhou ao cãozinho ir contar. Ele de imediato começou a contar:

         - 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13… – até 51.

         Quando chegou ao 51, disse:

         - Aí vou eu!!!

         Como o cãozinho era muito esperto, sem fazer barulho, foi se aproximando de lugares possíveis onde eles poderiam estar. Atrás de um arbusto estava a lebre e o cãozinho desconfiou que ela estivesse ali por causa do barulho que fazia. A lebre como não sabia que o cãozinho estava por perto, foi ver se podia “safar-se”. Mas o cãozinho viu-a e, os dois, foram a correr, apressadamente, para ver qual deles chegava lá primeiro para se “bater”. Quem chegou primeiro foi o cão e “bateu” a lebre. Depois o cãozinho retomou o que tinha feito para encontrar a lebre. O pónei, como era um pouquinho burrinho, foi se esconder na caixa de areia do jardim, onde era muito fácil vê-lo. O cãozinho lá ia à procura dos seus amigos quando viu o pónei e foi a correr para o “bater”. Quando acabou, disse:

         -Pónei já estás batido! – Para o caso de ele não ouvir.

         Depois o cãozinho foi procurar os seus dois amigos que faltavam. Quando estava a procurá-los, o cãozinho foi surpreendido pela girafa que conseguiu “bater-se” sem que ele soubesse. Depois já foi mais fácil porque só faltava o gato. Então, desta vez, o cãozinho fez de outra maneira para encontrar o gato. Começou a dizer piadas que o gato achasse engraçadas, para ele se rir e assim pelo riso encontrar o local onde ele estava. Mas, passado algum tempo, o gato não aparecia e o cãozinho e os outros começaram a ficar preocupados:

         - Gato onde te meteste? - Dizia a lebre.

         - 123 Macaquinho do chinês. Dizia o cão para o gato se rir.

         - Gato não te metas com brincadeiras, aparece que nós estamos preocupados contigo! – Dizia a girafa.

         - Aparece gato! – Dizia o pónei preocupado.

         E eles continuaram a chamar pelo gato, até que um deles teve uma ideia:

         - Então se a gente fosse à procura dele?

         - Pois é, é isso, temos que ir à procura dele. – Dizia a girafa.

         Entretanto o cãozinho sugeriu:

         - Fazemos assim: a girafa vai à procura dele no parque para crianças, o pónei vai à procura dele na caixa de areia, a lebre vai à procura dele nos arbustos e eu fico aqui para o caso de ele aparecer. Está bem assim?

         - Sim! – Disseram eles.

         - Ah, e já agora quem o encontrar vem para aqui. – Dizia o cãozinho.

         Então, lá foram eles à procura do seu amigo. A lebre procurou atrás dos arbustos como foi combinado mas não encontrou nada nem ninguém. O mesmo aconteceu com o pónei que não encontrou o gato na caixa de areia. O cãozinho também não o viu, portanto, só faltava a girafa mas ela também não viu em lado nenhum.

         E, agora, perguntam vocês, onde é que o gato se meteu? O gato, imaginem, foi para casa e só não disse a ninguém porque se esqueceu. Mas, eles estavam muito preocupados e até pensaram em dizer à polícia canina que o gato tinha desaparecido. Só não disseram porque o cãozinho disse:

         - Que tal se fossemos a casa dos donos dele?

         - Parece me bem. – Disse a girafa.

         -Então vamos! – Disse o pónei.

         E lá foram eles para a casa dos donos do gato. Quando lá chegaram tocaram à campainha:

         - Trim! Trim! Trim!

         E quem abriu a porta foi um homem simpático com cara de ser boa pessoa:

         - Quem são vocês?

         - Somos os amigos do gato. – Disseram eles.

         - Ah! Sim são os amigos que brincam com ele no parque. Entrem! – Disse o homem.

         - Ah obrigado. – Agradeceu o cãozinho.

         - Então o que vieram cá fazer? Oh, deixem-me adivinhar, vieram cá falar com o gato.

         - Sim foi por causa dele que nós viemos cá.

         - Querem que eu o vá chamar?

         - Mas ele está aqui?! – Perguntou o pónei.

         - Sim, está no quarto dele. – Disse o homem.

         - Pode ir chamá-lo, s.f.f.? – Disse a lebre.

         - Claro!

         - Gatoooo… estão aqui os teus amigos! – Disse o homem.

         - Estou a ir! – Disse o gato.

         Quando o gato lá chegou eles perguntaram:

         - Podemos ir para o teu quarto?

         - Sim podemos.

         Quando já estavam bem instalados no quarto dele a girafa disse:

         - Então foi aqui que tu te meteste?!

         -Ah, desculpem, esqueci-me de vos dizer, eu vim para casa porque tinha umas coisas para fazer. Desculpam-me? Foi sem crer! – Disse o gato.

         - Está bem nós desculpamos-te.

         - Mas para a próxima tens que avisar que te vais embora, se não nós ficamos preocupados contigo. – Disse o cãozinho.

         Depois o cãozinho, o pónei, a girafa e a lebre foram para as suas casas.

         E assim terminou o dia divertido dos cinco amigos.

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Sábado, 7 de Outubro de 2006

João Careca, mestre detective

            Era uma vez um homem chamado João Careca. Ele gostava muito de descobrir coisas e tinha um ar desconhecido. João Careca estava sem emprego e precisava de dinheiro para sustentar a família. Todos os dias ele procurava emprego no jornal. Um dia cumprindo a sua rotina procurou, procurou, procurou, procurou... até que encontrou o emprego ideal para ele: detective.

            No primeiro dia os seus colegas do novo trabalho receberam-no com carinho. Mas havia um colega que quando o viu torceu o nariz. Esse tal colega chamava-se Fábio e fez-lhe a vida negra. Por exemplo: contava coisas ao chefe que podia custar-lhe o emprego e era mentira. Um dia o chefe acreditou e despediu o João sem razão. E lá foi ele para casa sem emprego outra vez.     

             Depois voltou à mesma rotina de procurar emprego no jornal e encontrou outra vez um emprego de detective. Lá toda a gente gostava dele e passados alguns anos começaram-lhe a chamar o mestre detective.

            Assim João Careca gostou do emprego e conseguiu dinheiro para a família toda.

                                                                      

                                                                       Diogo S. e Filipe F.

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Domingo, 30 de Julho de 2006

A Árvore e o Prédio

Hoje vou partilhar convosco uma historinha que escrevi para a minha escolinha (1CEB). Cá vai...

"Era uma vez uma árvore que conseguia andar e um prédio que conseguia falar .

A árvore vivia no campo e o prédio vivia na cidade.

Um dia a árvore soube que os seus pais tinham morrido e «passou-se» . A árvore começou a andar e a destruir tudo o que aparecia à sua frente, com muita raiva, até que chegou a uma cidade onde por acaso o prédio vivia. A árvore quando viu a cidade parou, ficou espantada e disse:

-Meu Deus, isto é tão diferente do campo!

  Mas continuou a correr desesperadamente e a destruir tudo. Correu, correu, correu até que finalmente parou junto a um prédio muito alto. O prédio olhou para ela  e perguntou-lhe:

- Porque estás a correr e a destruir tudo?

- Porque umas pessoas más e cruéis lançaram fogo à floresta e os meus pais foram vítimas da sua destruição. Por isso estou sozinha, muito zangada e triste  e não tenho para onde ir, respondeu a árvore.

- Olha se tu quiseres, podes viver comigo no meu jardim . Tenho a certeza que as pessoas que vivem comigo vão gostar muito de ti e não te vão fazer mal. Aceitas, perguntou o prédio.

A árvore ficou a pensar  no convite do prédio, durante muitas horas . Até que acabou por aceitar o convite do prédio e ficou a viver no jardim . A árvore até hoje não se arrependeu da decisão que tomou, porque as pessoas e as crianças a tratam bem e brincam  com ela todos os dias.

Graças ao prédio a árvore encontrou um sítio para viver e percebeu que nem todas as pessoas são más e cruéis para a natureza ."

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